A complexidade do contexto atual em que vivemos obriga que as organizações deixem de tratar a TI apenas como um problema tecnológico e passem a administrá-la como uma oportunidade de responder aos constantes desafios impostos pela atual conjuntura social, política e econômica na qual vivemos. A TI passa a configurar-se como fundamental em um processo de desenvolvimento, inovação e definição de estratégias em diferentes níveis - corporativo, de negócio e funcional.
Se por um lado, os recursos tecnológicos tornam-se cada vez menos mais sofisticados e acessíveis, por outro, grande parte das organizações ainda não a consideram efetivamente em sua gestão estratégica. De qualquer forma, a tecnologia da informação representa uma mudança radical no modo de operar as organizações, e alterou a vida das pessoas de forma irreversível.

Para utilizar com êxito os recursos de TI, é necessário criar uma visão estratégica, isto é, uma visão que, no contexto estratégico, seja não só capaz de alinhar as estratégias de negócios, de organização e de tecnologia da informação, mas também de abranger a estratégia competitiva e os modelos organizacionais que poderão direcionar o sistema de tecnologia da informação ou ser direcionados por ele, considerando algumas condições básicas como: integrá-la a outras ferramentas de gestão - adotá-la é apenas uma variável de decisão estratégica -, e ter consciência de que os benefícios realmente significativos virão a médio e longo prazo.

É necessário utilizar a TI sob o enfoque da eficácia de seu emprego, comparando e analisando os resultados de sua aplicação no negócio, os impactos de seu uso na operação e estrutura das organizações, primando por:
  • Necessidade de uma clara visão estratégica tanto do negócio quanto da TI, ou seja, necessidade de que se considere a TI um meio para obtenção de vantagens competitivas no negócio, um meio voltado ao mercado e ao usuário de TI;
  • Manutenção da vantagem competitiva por mais tempo, com base na gestão da TI e no alinhamento estratégico com o negócio;
  • Consideração de aspectos técnicos e operacionais, para que se atualizem as evoluções em TI e haja uma integração entre as estratégias e sua estrutura;
  • Busca da eficácia, não somente da eficiência, por medir os resultados relativamente aos objetivos e às metas da organização;
  • Importância de um bom relacionamento entre os executivos de TI e dos negócios;
  • Avaliação da TI a partir de critérios variados, abrangendo aspectos técnicos, organizacionais e estratégicos;
  • Gestão e avaliação dinâmicas da TI, com acompanhamento contínuo e flexível, a fim de que se possam promover mudanças e atualizações externas.

Ainda em relação a uma estratégia organizacional, de certa forma o sucesso das organizações baseia-se em sua capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. A gestão estratégica de TI, visando apoiar estes processos, pode ser um fator importante no aperfeiçoamento do uso da informação estratégica presente no ambiente, informação esta capaz de criar grande valor e manter as organizações unificadas a partir dos seguintes aspectos:
  • Disponibiliza informações para a tomada de decisões e gerenciamento estratégico do negócio;
  • Possibilita a automatização de tarefas rotineiras; auxilia o controle interno das operações;
  • Aumenta a capacidade de reconhecer antecipadamente os problemas;
  • Pode ser utilizada como ferramenta estratégica no processo de planejamento, direção e controle.

Apesar do aumento do número de pequenas organizações que utilizam a TI no gerenciamento de seus negócios, percebe-se que poucas conseguem efetivar o potencial que esta ferramenta proporciona em relação à vantagem competitiva, pois o seu uso está voltado às tarefas operacionais e rotineiras e não a atividades do processo estratégico.