DODAF




No final dos anos 90 surgiram nos PCs as primeiras ferramentas para modelagem das notações gráficas que até então só estavam disponíveis nas réguas de fluxograma. Naquele momento, alguns tecnólogos que tinham visão holística e sistêmica, se sobressaíram com a criação de modelos que representavam os processos de negócios, os sistemas e as aplicações e suas interfaces. Eram modelos complexos, construídos com símbolos e notações que não eram padronizados, pouco conhecidos pelo corpo técnico da época e não levava em consideração o contexto do negócio. Tais iniciativas, via de regra, eram trabalhosas e ficavam facilmente desatualizadas.
Com a evolução das organizações e métodos, o BPM passa a absorver essa modelagem. O que era procedimento escrito nos enormes manuais foram repensados, padronizados e se transformou nos processos e atividades com uma abordagem mais prática.
A TI até hoje busca uma forma de documentar seus sistemas com um ferramental que automatize esse esforço e mantenha essa documentação atualizada com mais facilidade. Entenda-se que não é da documentação dos requisitos e dos casos de uso que estamos falando, mas de uma visão arquitetônica de mais alto nível.
Documentar sempre foi um grande desafio principalmente porque quanto mais próximo do detalhe, mais dinâmica fica e mais inviável fica a manutenção desses documentos. De um determinado nível de detalhe em diante, é melhor olhar diretamente no código que é o que acaba ocorrendo. Essa documentação à qual estamos nos referindo é de arquitetura e não da engenharia do componente de software.
Os departamentos de defesa dos EUA e do Reino Unido foram os primeiros a desenvolver modelos de alto nível que representavam as funcionalidades e os componentes com uma visão de mais alto nível, por causa dos sistemas de missão crítica que tinham que ter uma documentação que permitisse observar com clareza e rapidamente, como esses componentes se relacionavam entre si e onde seria necessário mudar para adequar esses sistemas a cada nova situação de guerra.

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Era uma visão arquitetônica das funcionalidades com os componentes de software e hardware e não entrava nos detalhes. Daí surgiu um dos primeiros frameworks, o CAF, no caso dos EUA, teve em 1995, o começo definido como framework C4I (Comando, Controle, Comunicação, Computadores e Inteligência), em 1996, o framework passou a ser conhecido como C4ISR – acrescentado: Reconhecimento e Segurança a Arquitetura de Framework. Já em 1997, com as lições aprendidas o Departamento de Defesa dos EUA ampliou o escopo e em 2004, foi rebatizado como DODAF – DoDAF Department of Defense Architecture Framework), e após 3 anos, teve sua versão atualizada em maio de 2009 de 1.0 para 2.0, com várias mudanças significativas.
A nova versão concentrou-se na arquitetura de dados, em vez de produtos individuais, conforme descrito nas versões anteriores, muda a terminologia dos conceitos principais, acrescenta novos pontos.
A versão 2.0 também discute a adequação à finalidade, descrições como definições do usuário, apresentações de um subconjunto de dados arquitetônicos criados para um propósito especifico.
O foco principal do DODAF é a descrição da arquitetura – que consiste em vários modelos, chamados produtos em DoDAF-2004, e reflete a arquitetura a partir de múltiplos pontos de vista, o Operacional, o de Sistemas,o de padronizados, e os recém criados de Capacidade, de Serviços, de Dados e Informações, e o de Pontos de Vista do Projeto.
Inicialmente o objetivo principal do DoDAF era facilitar o estabelecimento da interoperabilidade entre os Sistemas DoD, mas esse objetivo foi alargado de forma a facilitar a tomada de decisões pelos gestores de DoD em todos os níveis sobre questões relacionadas com DOTMLPF (Doutrina, organização, material de treinamento, Liderança e Educação, Pessoal e Instalações), bem como sistemas DoD de TI.
Em suma, O Department of Defens Architecture Framework (DoDAF) fornece uma estrutura fundamental para o desenvolvimento e que representam descrições de arquitetura que garantem um denominador comum para a compreensão, comparação e integração de arquiteturas além das fronteiras organizacionais, Conjunto, e multinacionais. Estabelece definições de dados do elemento, regras e relacionamentos e um conjunto de produtos de base para o desenvolvimento consistente de sistemas, integrados, ou arquiteturas. Estas descrições de arquiteturas podem incluir famílias de sistemas (FOS), Sistemas de Sistemas (SoS), e net-centric capacidade para interoperar e interagindo no NCE. Embora seja claramente destinadas a sistemas militares, o DoDAF tem ampla aplicabilidade em todo os setores privados, públicos e voluntários em todo o mundo, e representa um dos um grandes números de quadros de arquiteturas de sistemas.
O DoDAF também definir conceitos e modelos utilizáveis em processos de DoD de seis centrais:
1. Capacidades de Integração e Desenvolvimento (JCIDS).
2. Planejamento, programação, orçamentação, execução e (PPBE).
3. Aquisição do Sistema (DAS).
4. Engenharia de Sistemas (SE).
5. Operações de Planejamento.
6. Capacidades de gestão de carteiras (CPM).
O ponto forte é um dicionário integrado com as definições de todos os termos usados em todos os produtos, é uma vantagem significativa. Sendo um framework desenvolvido pelos militares e para os militares, fornece uma visão dos vários processos do departamento de defesa que ajuda a garantir que as capacidades, recursos e materiais são rapidamente entregues em qualquer teatro de guerra. O que eles precisam, onde eles precisam, quando precisam, em qualquer lugar do mundo".
O ponto fraco seria a pouca flexibilidade na sua utilização.
Assim, o framework DODAF é principalmente utilizado no departamento de defesa dos Estados Unidos da América. A sua utilização permite que os responsáveis e investidores tomem decisões inteligentes em termos de aquisições, criações e reutilizações.
Ajuda os arquitetos de sistemas a tomarem decisões adequadas – em termos de desenho, quanto à funcionalidade que deve residir na arquitetura dos sistemas. Fornece uma linguagem comum para descrever um sistema integrado que abranja as missões. Permite que grandes grupos de stakeholders trabalhem de forma cooperativa e eficiente em sistemas de grande dimensão e complexos e também permite que o departamento de defesa crie sistemas que funcionem em conjunto e de forma eficiente.

Links para um conhecimento mais aprofundado do framework:
http://dodcio.defense.gov/sites/dodaf20/

http://www.uml-forum.com/docs/papers/White_Paper_Modeling_DODAF_UML2.pdf



Referencial:
Wikipédia
http://en.wikipedia.org/wiki/Department_of_Defense_Architecture_Framework